Segundo Piaget a construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou, acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de esquemas ou conhecimento. Uma vez que a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma acomodação e após, uma assimilação e o equilíbrio são, então, alcançado. De acordo com Piaget, o desenvolvimento cognitivo é um processo de sucessivas mudanças qualitativas e quantitativas das estruturas cognitivas derivando cada estrutura de estruturas precedentes. Ou seja, o indivíduo constrói e reconstrói continuamente as estruturas que o tornam cada vez mais apto ao equilíbrio.
Essas construções seguem um padrão denominado por Piaget de estádios que seguem idades mais ou menos determinadas. Entretanto o importante é a ordem dos estádios e não a idade de aparição destes.
A importância do afeto
O texto: 2.2 APRENDER COM OS OUTROS OU O ESTATUTO DO OUTRO NA EPISTEMOLOGIA GENÉTICA (JEAN PIAGET) proporcionou reflexões sobre minha sala de aula.
Este texto destaca a importância do afeto na possibilidade da construção das estruturas cognitivas. Carretero (2001, p. 8), estudando as relações entre inteligência e afetividade presentes na obra de Piaget, afirma a indissociabilidade desta relação e entre conhecer e desejar. “A afetividade é o motor, a causa primeira do ato de conhecer; é o mecanismo que origina a ação e o pensamento, o qual implica afirmar que todo ato de desejo é um ato de conhecimento e vice-versa”.
Percebo as relações entre afetividade e conhecimento dentro de minha sala de aula, a possibilidade de construção de vínculos com os alunos e entre eles, transforma o ambiente em um lugar acolhedor onde trazemos um pouco de cada um de nós diariamente e levamos conosco um pouco de cada um do outro. A aprendizagem flui muito melhor em um ambiente acolhedor, agradável, seguro, onde não exista o medo de errar, onde se possam expor nossas idéias sem medo de represarias, onde o respeito às regras sejam feitos em decorrência do respeito mútuo, e não meramente por ordem ou imposição, por isso a importância da participação e cooperação do grupo na hora das decisões dentro da sala de aula, descentralizando o papel do professor.
“...Somente na medida em que o sujeito é capaz de descentrar de seu ponto de vista, colocando-se no lugar do outro, armando uma possibilidade de cooperação – operar com –, que seu agir pode ser autônomo.”
Este texto destaca a importância do afeto na possibilidade da construção das estruturas cognitivas. Carretero (2001, p. 8), estudando as relações entre inteligência e afetividade presentes na obra de Piaget, afirma a indissociabilidade desta relação e entre conhecer e desejar. “A afetividade é o motor, a causa primeira do ato de conhecer; é o mecanismo que origina a ação e o pensamento, o qual implica afirmar que todo ato de desejo é um ato de conhecimento e vice-versa”.
Percebo as relações entre afetividade e conhecimento dentro de minha sala de aula, a possibilidade de construção de vínculos com os alunos e entre eles, transforma o ambiente em um lugar acolhedor onde trazemos um pouco de cada um de nós diariamente e levamos conosco um pouco de cada um do outro. A aprendizagem flui muito melhor em um ambiente acolhedor, agradável, seguro, onde não exista o medo de errar, onde se possam expor nossas idéias sem medo de represarias, onde o respeito às regras sejam feitos em decorrência do respeito mútuo, e não meramente por ordem ou imposição, por isso a importância da participação e cooperação do grupo na hora das decisões dentro da sala de aula, descentralizando o papel do professor.
“...Somente na medida em que o sujeito é capaz de descentrar de seu ponto de vista, colocando-se no lugar do outro, armando uma possibilidade de cooperação – operar com –, que seu agir pode ser autônomo.”
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