Estudo de caso.


Iniciei meu estudo de caso (Necessidades Especiais) e pude perceber a grande preocupação e ansiedade que nós professores possuímos quando um de nossos alunos não consegue acompanhar a turma e o trabalho que está sendo feito em sala de aula, ainda mais quando o aluno possui necessidades especiais. Neste caso, o trabalho deve ser diferenciado e atender as necessidades daquela criança, se faz necessário um planejamento próprio para tentar dar conta das necessidades deste aluno, mas devemos diminuir nossa ansiedade e deixar de comparar seus resultados com o andamento da turma. Com este aluno o importante é observar seu crescimento e desenvolvimento, acompanhar seus progressos. É importante conversar como grupo de professores, desabafar, receber apoio para poder seguir em frente.

Dossiê de Inclusão



Com o dossiê da inclusão refleti sobre a realidade que estou inserida. Em minha escola convivo diariamente com uma criança com necessidades especiais e suas dificuldades frente às limitações que enfrenta. Percebi a grande dificuldade de se colocar em prática o que dizem as leis.

O dilema do antropólogo francês

O dilema do antropólogo francês

Claude Lee, antropólogo francês, acaba de chegar numa ilha de um arquipélago na Polinésia. Sua missão é pesquisar os hábitos dos nativos que lá habitam. Os costumes dos nativos são bastante diferentes dos costumes dos franceses, mas ele tem o cuidado de não julgar o modo como estes nativos vivem, porque tal avaliação sempre seria parcial. Como poderíamos abstrair sinceramente a concepção de mundo que herdamos da nossa cultura e avaliar imparcialmente todas as culturas?
O antropólogo tem ainda outro argumento: qual seria a medida pela qual julgaríamos as culturas? Existem quesitos transculturais que nos permitem avaliar toda e qualquer cultura? A reposta do antropólogo é não: toda avaliação está condicionada pela cultura do avaliador.
Assim, Claude decidiu jamais interferir no modo de vida dos habitantes do arquipélago. Estes, contudo, possuem uma crença que testa a determinação do antropólogo: os nativos acreditam que os mensageiros dos deuses são homens de pele branca, seres que expressam a vontade absoluta dos deuses – tudo o que disserem deverá ser obedecido. O teste ocorre na pergunta que eles lhe fazem: “você tem a pele branca, então você é um mensageiros dos deuses, ou as nossas crenças estão erradas?”
O antropólogo, fiel aos seus princípios, mente: “sim, eu sou o mensageiro dos deuses”. Mas então surge uma pergunta ainda mais difícil: “todos os homens brancos são mensageiros dos deuses, ou as nossas crenças estão erradas?”
Claude reflete: se responder positivamente estará deixando os nativos vulneráveis aos seus conterrâneos inescrupulosos que fatalmente descobrirão a ilha. Mesmo assim, responde de acordo com a cultura dos nativos: “sim, todos os homens brancos são mensageiros dos deuses”.




O dilema do antropólogo francês fez com que me posicionasse frente ao seu dilema e a postura que eu própria tomaria em seu lugar. Dialoguei com o texto e minhas convicções, e entre prós e contras, agiria da mesma forma que o antropólogo, pois para o bem da pesquisa, seria necessário aceitar naquele momento a cultura daqueles nativos.